Episódio 7 – Os “Lindos Casos de Langerton”


































Os Lindos Casos


Conviver com um médium da envergadura do Langerton, com seus atributos mediúnicos e qualidades morais, é sempre uma lição viva a cada momento.

Diríamos que cada minuto deveria ser aproveitado pois não existem palavras sem valor, gestos sem motivos e atitudes impensadas. Pela vidência os espíritos lhe orientavam constantemente, a exemplo do que acontecia ao médium Francisco Cândido Xavier. A grande virtude deste homem, deste servidor de Jesus foi seguir à risca a orientação que Emmanuel deu ao Chico sobre as três condições para servir no trabalho da doutrina de Jesus: Disciplina, disciplina e disciplina.

Por isso sempre condicionava seus passos as orientações espirituais.

Nos grandes e decisivos momentos de sua vida aguardava a palavra dos benfeitores que nunca silenciavam. Em várias oportunidades vimos o zelo que os amigos espirituais tinham com seus esforços no bem através das mensagens psicografadas. Muitas delas, dirigindo-se a nós alunos exortando a esta obediência sagrada.


O benfeitor e a colheita das ervas


Certa vez ele precisava muito de uma planta que tinha no cerrado e que os espíritos acabaram de lhe ensinar a finalidade. Isso foi logo no começo de sua missão com a fitoterapia. Também havia recebido a recomendação de que não precisaria se preocupar, que eles os espíritos, lhe ajudariam com esta planta que era a Sete Sangrias.

Bastante feliz com a novidade, encheu o tanque de uma caminhonete que emprestou de amigos e convidou um raizeiro famoso da região para ajudar a procurar esta planta. Saiu cedo, não tinha medo do trabalho, e começaram a procurar, passou o dia e nada de achar a planta.

Já no final da tarde, no meio daquele cerrado, sozinho (o raizeiro já tinha ido embora), sentou em uma pedra e começou a chorar. Tinha gasto quase todo o dinheiro com a gasolina, o dia passou e ainda voltaria sem o remédio para o doente. Foi quando no meio do silêncio tumular daquelas matas que ele viu na sua frente uma entidade espiritual que lhe disse:- Não te falamos que você não precisava de ninguém para achar esta planta? A vibração do raizeiro e a sua falta de fé nos impediu de ajudar. Agora levanta e olhe para o seu lado! Foi quando “a sua visão se abriu” para enxergar a planta que ele tanto precisava. Quando voltou para agradecer, a entidade havia desaparecido.

Dali para frente, nunca mais chamou ninguém para lhe ajudar a encontrar ervas medicinais. E os espíritos nunca lhe faltaram com o amparo.


O Caso do Jequitibá e o “Binóculo” Espiritual


Certa vez, corria o ano de 1994, um aluno lhe pediu uma planta que precisava muito na sua botica. Era o Jequitibá. Uma árvore que não é fácil de se encontrar naquela região. Acompanhei-o nesta busca juntamente com outro aluno. Paramos o carro na beira da estrada, e nos dirigimos a um lugar que ele tinha certeza que havia uma árvore, mas os lenhadores já haviam cortado. Além de medicinal ela dá uma ótima madeira de lei.

Estávamos então ali, os três pensando em onde iríamos achar esta planta. Ele parou um instante e disse para aguardarmos onde estávamos.

Subiu uma pequena elevação no terreno e chamou nós dois: – Venham aqui, olhem! Ele estava sob influência espiritual. Subimos e olhamos. – Onde? Perguntei. Ele respondeu: – Vejam! – Os espíritos me ampliaram a visão, colocaram como que um “binóculo” em meus olhos e estou vendo longe.

No meio daquelas duas palmeiras tem uma árvore de Jequitibá! Por mais que tentássemos ver não conseguíamos era muito longe. Ele desceu o monte feliz, entramos no carro e andamos dez quilômetros pela estrada asfaltada.

Deixamos o carro e seguimos um quilômetro à pé, cerrado à dentro, quando estampou diante de nós uma árvore de Jequitibá no meio de duas palmeiras.

Ficamos muito emocionados e felizes por termos tido a oportunidade de testemunhar as bênçãos e o amor de nossos patronos espirituais.


O Caso da Quina do Mato


Estávamos voltando de Brasília no Carnaval de 1995. Ele tinha como rotina anual, em todo o feriado do Carnaval correr os cerrados na colheita de plantas medicinais. Todos os quatro dias do feriado. Esse programa mantemos até os dias de hoje, muito salutar, diga-se de passagem.

Então voltávamos pela rodovia na velocidade regulamentar, 80Km/h, e ele ouviu, pela sua mediunidade, um aluno que estava em outro carro (eram vários) pensar: – desta vez vou voltar sem a Quina do Mato. Passado alguns minutos (depois ele me contou) ele disse: – Pare o carro aqui. Pareio mais rápido que pude, todos pararam logo atrás e ele disse para todos, ali na frente tem uma árvore de Quina para alguém que tá precisando muito.

Entramos cerrado à dentro, não havia a menor condição de ser avistada a árvore da estrada e com o carro em velocidade. Mas ela estava lá, uns cem metros de distância da estrada. Bonita, vigorosa. Colhemos algumas folhas e ele disse então para o Aluno. – Pensou que não iríamos encontrar a Quina.

Os espíritos nunca vão nos deixar sem remédio! O aluno sorriu feliz e contou para todos o que tinha acabado de pensar.

Assim sempre foi em sua companhia. Uma constante vivência espiritual!


















































































































































































Muita paz a todos



Geraldo Nunes




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