Episódio 4 – Proteção Espiritual – II


Proteção Espiritual – 2ª Parte




À medida que vamos escrevendo as histórias cada vez mais afloram lembranças dos memoráveis diálogos que tínhamos com este verdadeiro apóstolo da caridade, o nosso Inesquecível professor Langerton.

Algumas destas histórias tivemos o grande privilégio de acompanhar, outras ouvíamos embevecidos sentados sobre as sombras aconchegantes dos jatobás e mangueiras da Vila Cantinho Espírita na querida Peirópolis.

Como Não Lembrar da primeira vez que ele, Langerton apareceu no Globo Repórter em uma matéria dedicada as Curas Espirituais que foi apresentada no dia 05/04/1996. Nesta oportunidade o repórter Domingos Meireles esteve em Peirópolis e entrevistou o médium.

Neste dia o repórter da Rede Globo maravilhou (em mais uma belíssima reportagem) o mundo com a simplicidade da vida deste apóstolo da caridade, mas acima de tudo da sua abençoada sabedoria sobre as plantas medicinais, ciência que ele aprendeu com os espíritos.

À medida que o programa estava passando o telefone da emissora começou a tocar insistentemente por pessoas que queriam saber o endereço do médium. Isso aconteceu todo o restante da semana e do mês e chegou a tal ponto que uma nova reportagem sobre o mesmo assunto voltou três meses depois no dia 06/07/1996.

Abaixo a Carta Convite que a emissora enviou ao Langerton e que ele nos ofertou uma cópia com o carinho do mestre ao discípulo.



































Daí para frente à tranquilidade daquela bucólica vila mudou completamente.

Centenas de milhares de pessoas se dirigiram para Peirópolis na busca das curas espirituais e das curas pelas ervas medicinais.
































Reporter Domingos Meireles durante entrevista com o Médium Langerton.


Perguntei para o nosso querido professor, em um das oportunidades em que nos encontramos naquele ano, o que ele faria para dar conta de atender a tão grande multidão, ele me disse que estava nas mãos de Deus e que a única coisa que ele sabia, era que não poderia pessoalmente afastar ninguém, pois os espíritos o haviam alertado que esse era um dos riscos caso ele se apresentasse em uma emissora de TV. Também orientaram a manter o padrão de amor e zelo pelo trabalho, fosse para atender 10 ou 10.000 pessoas e que “eles” estariam ao seu lado para auxiliá-lo.

Ficamos apreensivos e de Jacupiranga (750 km de distância) enviávamos tinturas que preparávamos para facilitar um pouco do seu trabalho no preparo de alguns fitoterápicos, mas era pouco, muito pouco para o tamanho da ajuda que ele precisava. Os atendimentos deram um salto de 200 para 1000 (aproximadamente) semanais na Vila Cantinho Espírita.

A situação em Novembro daquele ano atingiu um ápice para o médium em sua labuta diária. Dormia tarde, acordava cedo, mal se alimentava e a multidão ansiosa, aflita e exigente já estava acampada dentro e fora do sítio não permitindo nenhum descanso para todos. O médium Langerton, sempre robusto no vigor físico havia emagrecido dez quilos e a sua saúde começava a ficar debilitada trazendo muitas preocupações para a família que também era incansável no auxílio em sua tarefa. Alguns amigos mais próximos falavam para ele tomar alguma atitude, mas ele firme em seus propósitos, dizia que continuaria a atender à todos e que nada seria feito. Se alguém quisesse ajudar com as suas mãos, as portas estavam abertas.

Em Fevereiro de 1997 fomos à Peirópolis para estudos das plantas medicinais e colheita de ervas na região do cerrado e encontramos A Vila Cantinho espírita quase na mesma paz de antes. Observamos ainda as marcas que as pessoas deixaram no sítio com a depredação do local. Muitos tentavam levar algum souvenir de lembrança, uma planta, uma muda, uma pedra, qualquer coisa que pudesse marcar a visita naquela terra abençoada por Deus.

Aos poucos A vila cantinho Espírita se recuperava daqueles dias de aflição e dele ouvimos a impressionante história de como tudo aconteceu para voltar a normalidade.

Era uma tarde de sol e a multidão lá estava acampada impassível, muitos já haviam montado barracas dentro da vila e tentavam viver um pouco do êxtase espiritual que vibrava naquele lugar. Outros queriam desesperadamente a cura para os males do corpo e da alma. Será sempre assim, todos seremos sempre irresistivelmente atraídos pela luz doa amor.

Ele estava desde cedo na farmácia manipulando e atendendo a todos, faziam seis meses desde o primeiro programa em abril/1996, as energias físicas desgastadas e a faina sem trégua já deixavam marcas na face do médium. Foi quando em meio à multidão surgiram dois jovens de aparência simpática e trajando terno azul claro. Se posicionaram na frente da farmácia de Homeopatia e fitoterapia Frederico Peiró, onde o médium dava conta da fila de necessitados e disseram em tom quase solene: – Langerton, se você continuar assim vai acabar desencarnando. Ele olhou aquelas duas figuras que aos seus olhos de médium irradiavam uma luz clara e lhes respondeu: – Mas todos nós um dia vamos morrer. Foi quando um deles voltou a lhe dizer:- Mas Langerton, o problema é que você irá desencarnar antes do tempo e isso não será bom.

Nosso saudoso professor mediu a profundidade daquelas palavras, também viu que ali estavam dois espíritos materializados e sentiu que eles traziam um aviso do plano espiritual superior. Sentindo que podia confiar naqueles dois irmãos perguntou: – Mas o que eu posso fazer, não posso dizer não à esta gente? E eles então disseram que ele, de fato, não poderia dizer não, mas que eles estavam ali para reestruturar os trabalhos da Vila e que bastava uma autorização dele – Mas porque já não fizeram isso? Ele responderam: – porque você é o responsável deste lugar e nada será feito sem o seu consentimento.

A autorização foi dada e em lágrimas Langerton acompanhou os dois jovens agindo.

Passaram todo o dia conversando e convencendo as pessoas com aquela “simpatia celestial” a deixarem o local encaminhando-os para fora do sítio. As pessoas tocadas de lucidez e compreensão começaram a se retirar, uns acampando fora do sítio outros se encaminhando para hospedarias próximas para adequarem-se aos novos horários de atendimento. Ninguém percebeu que ali estavam dois espíritos materializados.

Já no meio da tarde eles concluíram a tarefa e se aproximaram do médium dizendo: - agora providencie urgente o conserto do portão, instale uma fechadura bem reforçada e coloque lá uma placa com os novos dias e horários de atendimento. Despediram-se, e se foram sem jamais voltar a aparecer, até ao que nos foi dado saber.

Assim deixamos esta história para as nossas mais profundas reflexões.

“Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível”. Jesus (Mateus, 17: 14 a 20.)







Muita paz a todos



Geraldo Nunes




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