Episódio 13 – Escola de Fitoterapia – 2ª Parte






















A Farmácia de Homeopatia e Fitoterapia Frederico Peiró


A Farmácia era um pedacinho do Céu na terra. Embora a simplicidade do local, quem sentasse na cadeira para consulta, de imediato percebia estar dentro de um santuário espiritual. Muitos dramas espirituais ali foram revelados e muitas curas também. O Médium Langerton tinha a faculdade mediúnica também de efeitos físicos, ou seja, era também um médium de cura mas sempre nos afirmou que a missão dele era com os remédios o que não impossibilitava de utilizar tão precioso dom pois ao manipular os remédios incorporava neles os fluidos vitais e ectoplásmicos que potencializavam o efeito curador do remédio fitoterápico. A mediunidade do Langerton era destas que dificilmente se encontra no mundo. Tinha uma vidência clara e constante. Por isso sempre quando alguém chegava para a consulta ele tinha diálogos (mentais) com as entidades que acompanhavam o doente, com seus mentores espirituais que lhe secundavam na análise e, também, com a observação do estado da aura da pessoa.


Sobre a Aura


A Aura é uma matéria muito estudada mas, diríamos pouco valorizada pois é difícil para quem não vê ter plena consciência do que se trata. Não vamos reescrever aqui nenhum compêndio da matéria que já foi estudada até mesmo por André Luiz no Livro Mecanismos da Mediunidade e Evolução em dois Mundos, também no livro Passes e Curas Espirituais (Wenefledode Toledo), simplesmente queremos falar das impressões sobre a matéria passadas por alguém que convivia constantemente com a capacidade de enxergar a aura das pessoas e que falava por experiência própria. Ele nos falava que a aura das pessoas diziam tudo para ele e que essa vidência muito lhe ajudava a entender o drama pessoal de quem lhe buscava ajuda. Ensinava que ela, é o produto de tudo que acontece em nossa vida. Essa radiação que se projeta para fora do corpo é a somatória das vibrações emitidas por nossas células (isso reflete a saúde ou a doença das mesmas, nossa alimentação), reflete a ação externa vibratória que estamos recebendo (do bem ou do mal), reflete nosso estado mental (o que pensamos e no que estamos mergulhados mentalmente) e nosso estado evolutivo espiritual. Não dá para não considerar estes fatores já que eles potencializam a recuperação de nosso organismo. A fitoterapia, segundo o nosso saudoso professor, vai além da prescrição de remédios, tem que se levar em consideração todo o contexto da pessoa para a receita. É preciso ter dom para isso. Saber transformar a tristeza em alegria, a angústia em harmonia, a dúvida e a insegurança na fé, o ódio na paz e no amor fatores que determinarão cem por cento da cura de uma doença. Aliás, porque temos doença? No Evangelho Segundo o Espiritismo Allan Kardec, Capítulo V, fala da Justiça das aflições, das causas anteriores e das causas atuais de nossas aflições. Amar o semelhante não se aprende em livros, o entendimento ajuda é claro, mas esta escola é a da prática da verdadeira caridade, abnegada e comprometida com a dor alheia.


A Consulta


As pessoas chegavam até ele, na maioria das vezes, como um último recurso. Filas numerosas, caravanas de todos os lugares e a todos ele recebia com todo amor e carinho. As pessoas ficavam espantadas com a sabedoria que ele tinha. Não imaginavam que aquele homem de aspecto tão humilde tinha tanto conhecimento sobre a fisiologia do corpo humano e da botânica. Quando as pessoas lhe perguntavam como ele sabia que ele tinha aquele problema, o Médium tinha uma resposta para a pergunta: “- São teus olhos que estão me contando.” Com isso ele encerrava a conversa para não ter que explicar, aguçando a curiosidade ou a tendência fantasiosa que todos nós temos e que poderia interferir no tratamento. Quando alguém chegava à farmácia e o médium colocava seus olhos na pessoa ele sabia imediatamente, pois examinava a aura e na maioria das vezes recebia informações da existência anterior que desencadeou esta doença. Ele nos informava que certas doenças guardam ligações com ações cometidas em outras encarnações como acabamos de falar sobre o Capítulo V do ESE, mas de forma ainda mais específica. As pessoas que desenvolvem um problema como o do pênfigo (fogo selvagem) de modo geral foi responsável direta ou indiretamente pela morte de pessoas em fogueiras, queimadas. Pessoas que desenvolveram ataques epiléticos, de um modo geral, guardam na mente o momento em que tirou a vida de alguém, momento em que ficou observando a vida de sua vítima esvanecer por seu intermédio… Não existe um catálogo que se diga tem isso fez aquilo, dizemos “de um modo geral” porque não existe uma regra mas tenhamos a certeza de que se a causa não está nesta vida, com certeza está no passado e, sendo assim, precisamos da anuência de Deus para endossar a cura. Isso só se consegue com a ajuda de quem está procurando a cura… A cura deverá começar de dentro para fora.


A cura de um diretor de Televisão


Certa vez, na década de 80,um famoso diretor de televisão foi procura-lo como último recurso para o seu problema. Estava com uma gangrena nas duas pernas provocada por úlceras varicosas agravadas por um diabete crônico. Pernas escuras, inchadas e dores atrozes. Não conseguia caminhar, foi trazido de Carro e carregado para dentro da farmácia por familiares. Foi dizendo ao médium: – Todo o dinheiro do mundo não vai conseguir evitar que minhas pernas sejam amputadas! Está marcado para daqui a uma semana a cirurgia. E começou a chorar ao lado de sua esposa, também muito aflita. Lembrou de Jesus que nunca desamparou a ninguém que lhe pedisse um auxílio… sentiu a dor daquela família e neste momento chegou o espírito Eurípedes Barsanulfo e lhe disse: – Veja! E estampou-se diante de seus olhos, numa tela de cinema, uma cena ocorrida na época do Brasil império, onde um senhor de fazenda prendia os escravos a ferros pelos pés e deixava-os para que ali morressem com as pernas infeccionadas, gangrenadas pelas feridas que se abriam nas canelas de tanto se debaterem para tentarem fugir… E complementou para ele: – Nosso irmão não precisará amputar as pernas mas andará com ajuda de muletas para não esquecer os crimes que cometeu na outra encarnação!. A verdade foi revelada sobre a vida anterior para trazer a fé daquela família de volta e com uma vibração favorável, ajudar os remédios a agirem no organismo. Eles foram prescritos com a ajuda do mentor espiritual do médium, Emílio Luz. Esse homem* partiu com sua família retornando posteriormente feliz, com suas muletas, mas com as pernas intactas, tal como o médium Langerton falou.


Condicional à Cura


A Ação de qualquer agente curador, mesmo nas terapias tradicionais, mas sobretudo nas terapias alternativas, depende da anuência do criador do Universo. Quantas pessoas entraram em um ambulatório para um simples procedimento corretivo e saíram de lá com sequelas para o resto da vida ou perdendo mesmo a própria vida? Quantas pessoas tomam um simples analgésico e adquirem com isso problemas muito mais sérios do que a dor que buscou aliviar? Também não é célebre a história de Antônio de Pádua que o testaram certa vez oferecendo a ele uma sopa envenenada e ele a tomou sem nada acontecer? Isso prova que Deus, os espíritos que lhe interpretam a vontade, podem fazer o bem e desfazer o mal. No final a vontade de Deus e o merecimento de cada um é um fator decisivo. Bem, isso está ligado à nossa relação com o criador do Universo, o quanto estamos de bem com as suas leis e se por isso nos fazemos merecedores de que os agentes curadores que buscamos sejam ou não eficazes. Assim nosso professor Langerton sempre nos orientou que estimulássemos as pessoas a mudarem seus hábitos para melhor e por isso a conversa é muito importante. Se alguém quiser tratar uma cirrose hepática sem largar o vício da bebida alcoólica será uma luta iníqua. Pode até melhorar, mas não curar. Ou ainda o efeito de um enfisema pulmonar sem querer parar com o tabagismo. É uma luta inútil e que temos que deixar claro que as leis do universo são irrevogáveis: O Vício não traz saúde!


O Tratamento da AIDS


Nos casos mais difíceis como o tratamento da AIDS, ou das doenças ditas incuráveis pelos conhecimentos terrenos o fator mudança de vida é ainda mais especial. Naqueles tempos, começo da década de 90, pouco se sabia do tratamento e a quantidade de óbitos eram muito grandes aos portadores da doença. Quando a pessoa contraia o vírus através de uma conduta promíscua e buscava o médium para tratamento, ele tinha uma conversa séria com o consulente: – Para que você quer curar esta doença? Antes mesmo que a pessoa respondesse ele já dizia: – Veja, hoje, pela ciência você é uma pessoa condenada à morte. (isso naquela época, pois não havia cura para esta doença como ainda não tem mas os coquetéis controlam muito bem e as pessoas podem viver normalmente). -Você precisa da misericórdia de Deus. Aqui tem o remédio que cura o seu problema, mas preciso que o Criador do Universo autorize que os alcaloides hajam em seu organismo promovendo o bem que é necessário e para isso você precisa decidir agora o que fará com a sua saúde quando obtê-la! Voltará aos desatinos que te levaram a ela? Ou reagirás e serás um bom filho? O remédio está aqui, ele cura de verdade, mas quem decidirá o sucesso dele é a resposta que tu vais dar, não para mim, mas para Deus! E, então, era a hora de incentivar a pessoa à mudança de hábito. No final, se despedia como sempre: -Que Deus te abençoe, Vá com Deus! Diante disso todos optavam por uma reencontro com a verdadeira vida, estimulados, é claro por um ambiente que imprimiam nas estruturas físico-espirituais das pessoas sensações de muita paz e harmonia e pelo magnetismo amoroso daquele homem que vivia nas graças de Deus!


A Cura pelo Limão


Logo que comecei a estudar a fitoterapia com o médium procurei aprimorar meus conhecimentos e, sendo menos ignorante, ajudar os espíritos que me assistiam. Com isso estudava botânica, bioquímica, patologia e fisiologia. Era muito bom porque acelerava o processo de aprendizado já que em cada novo encontro apresentava minhas dúvidas ao médium que respondia e atendia sempre à tudo. Certa vez li em um livro sobre a “cura do Limão” .. consistia em tomar o suco durante um período aumentando a dose gradativamente depois retornando ao ponto de partida, isso durante uma semana. Diziam que era bom par “ limpar” o sangue. Fiquei impressionado e no primeiro encontro com o médium expus a questão e ele me disse o seguinte:- Nosso trabalho diz respeito a cura através da fitoterapia que os espíritos ensinaram. Isso não nos diz respeito, mas já te digo que este tratamento é uma violência ao organismo e que não podia fazer bem, e me contou um caso. - Certo dia um conhecido da região comentou comigo que iria fazer a “cura” pelo abacaxi, que um vizinho ensinou e que consistia em tomar três litros de suco de abacaxi puro ao longo do dia, no lugar da água. Falei para não fazer, que tomasse cuidado com tudo o que se fala, pois cada organismo reage de um jeito, que isso não poderia fazer bem ao organismo. Pois o homem mesmo advertido começou a fazer o que lhe ensinaram. Chegando no final da tarde o seu corpo entrou em choque por uma complicação renal vindo a falecer no mesmo dia… - Por isso não só em relação a isso temos que ter cuidado mas com tudo que nos ensinam a fazer. Tem gente que ferve planta e toma por água dias à fio sem saber que está fazendo um grande mal para o organismo. A planta pode até ser boa, mas o excesso ou a indicação errada é que pode fazer mal. Complementou o médium e ficamos a refletir quantas pessoas fazem mal para si mesmas sem saber. A lição ficou bem gravada em mim que a partir de então, direcionei meus estudos àquilo que embasasse apenas o que os espíritos estavam ensinando.


Que Deus Abençoe a todos.

Muita paz.

Geraldo Pereira Nunes – Jacupiranga/SP



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